domingo, 23 de janeiro de 2011

A Broadway é aqui!

Foram inúmeras produções, desde as mais grandiosas e conhecidas até as mais simples. Se é que algo pode ser chamado de simples quando o assunto são os musicais.

Em 2010, a cidade de São Paulo recebeu muitas atrações desse tipo e chegou, até mesmo, a ter nove delas em cartaz ao mesmo tempo. Desde as megaproduções Cats e Mamma Mia!, passando pela polêmica O Despertar da Primavera, e pelo infantil O Soldadinho e a Bailarina, até produções menos conhecidas como Emoções Baratas; pode-se, até incluir nessa lista, peças que são consideradas o “mico do ano”, como foi Zorro, o musical.


Mas deixando de lado qualidade – e, também nesse caso, quantidade – os musicais vieram pra ficar. E São Paulo é prova disso. Eles chegaram com força aqui no começo da década, mais precisamente em 2001 com Les Misérables. Também já passaram por aqui O Fantasma da Ópera, Chicago e A Bela e a Fera.


Não se pode falar em musical sem mencionar seus atores/cantores. Totia Meireles se consagrou em Gypsy; além dela outros começam a demarcar seu espaço no gênero: Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos e Nando Prado já participaram de várias e grandes produções, como O Fantasma da Ópera, Jekyll & Hyde e A Bela e a Fera.


O público vem aumentando e o ano de 2010 pode ser considerado um dos melhores – se não o melhor – para esse gênero teatral. Aliás A Gaiola das Loucas e Mamma Mia! fecharam o ano inda em cartaz; e 2011 promete, pois, além dessas peças que voltam no início do ano, já estão certas Evita, As Bruxas de Eastwick e New York, New York.

Definitivamente o mercado de teatro musical vem se expandindo; há público e gente disposta a fazer São Paulo uma filial da Broadway no Brasil.



Alguns musicais que ficaram em cartaz em 2010

Cats
Mamma Mia
A Gaiola das Loucas
Jekyll & Hyde — O Médico e o Monstro
Avenida Q
O Rei e eu
Hairspray
Gypsy
O Despertar da Primavera
Aladdin
“Bixiga – Um Musical na Contramão”
Into The Woods (Era uma vez)
“Zorro, o musical”
Besouro Cordão de Ouro
Ado(ni)rando
Lamartine Babo
Os Boêmios de Adoniran
É com esse que eu vou
Pororoca
Soldadinho e a Bailarina.
Emoções Baratas

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Fonte: http://www.musicaisbr.com/

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

República dos discos

“As pessoas não conhecem muito aqui. Acham que é a Galeria do Rock”. É assim que a dona da loja de discos Faunus, Sandra Imbiriba, define a galeria Boulevard do Centro que fica na Rua 24 de Maio, onde existem diversas outras lojas especializadas em compra, venda e troca de LPs, CDs e, também, DVDs.

A Faunus, que existe há cinco anos, começou como um hobby do marido de Sandra: “A gente já tinha alguns LPs em casa e meu marido resolveu abrir essa loja aqui. Quando começou, tinha entre 700 e 800 discos”. A loja que, no início era pequena, atualmente ocupa duas salas. “A gente foi indo atrás, faz pesquisa, mas aparece bastante gente aqui pra vender ou trocar. É assim que a gente consegue alguns discos raros”.
Hoje, o LP mais caro na loja de Sandra é um de Bossa Nova – Recordando, de Carlinhos Guinle – e se alguém se interessar deverá desembolsar R$600,00. Mas há, também, coisas mais comuns, vendidas a R$2,00. Sandra acha que o mercado de discos é bom, mas que sofreu por causa da crise. “É supérfluo, se a situação fica difícil, as pessoas deixam de comprar”.
Esse mercado, como explica a dona da Faunus, é para colecionadores. “As pessoas que vêm aqui é porque já conhecem, gostam de ter o vinil, tocar, limpar. É diferente daqueles que baixam a música ou compram um CD pirata. Esses só querem a música”. Sobre o aumento de downloads, Sandra é direta, “o MP3 não diminuiu a procura, por causa do público que compra LPs que é bem específico”. Em sua maioria, os clientes da loja são homens, de todas as idades. “Quando é uma mulher colecionadora, elas procuram por coisas mais difíceis ainda.”
O vinil mais caro, para Sandra, é o primeiro disco lançado por Roberto Caros. “Nunca tivemos esse disco, mas custa em torno de três mil reais!”

Ela pode não saber, mas na loja quase ao lado da sua, a Ventania, esse LP já foi vendido, e por R$2 mil. É o que conta Alcides Campos, diretor da loja que hoje tem mais de 60 mil discos – sem contar os 80 mil em estoque. A Ventania, que vai completar 25 anos em 2010, teve seu nome inspirado pela música homônima de Geraldo Vandré. “Na época eu gostava muito dessas musicas de protesto, queria um nome brasileiro”, explica Alcides.
Assim como Sandra, Alcides também acha que o mercado é, em sua maioria, para colecionadores, no entanto “ultimamente tem aparecido um grupo mais jovem, que curte heavy metal”, diz.


E
ntre os discos raros há Bob Dylan, Beatles, Elvis – esses dois últimos são os mais procurados pelos clientes. Porém, mais raros ainda são as gravações de índios cantado, dos discursos de Hitler, Mussolini e Jânio Quadros que algumas pessoas já pediram.
Ainda entre os artistas, muitos famosos já passaram pela loja como Charles Gavin, do Titãs, Ed Mota, Marcelo Camelo, a banda Cachorro Grande, e o rapper Taíde. “Chico Science e Bezerra da Silva já vieram aqui também pra procurar seus próprios discos porque não tinham!”.
Para Alcides a procura é maior que a oferta, “muitos vêm aqui procurando coisas realmente boas, por isso, às vezes é mais fácil vender um disco caro, de cem reais, do que aquele de um real”. O diretor da Ventania fala também sobre a pirataria e suas consequências ao mercado de CD. “O CD vai morrer antes do vinil por causa da pirataria”, afirma.
Algo em comum entre a Faunus e a Ventania é a decoração. O teto e as paredes de ambas as lojas são cheias de discos decorados, com figuras, como a da Branca de Neve, fotos dos artistas, como Fábio Júnior, Angélica e Roberto Carlos e formas das mais diversas. Entre as mais curiosas então as de telefone e sino que foi lançada como um compacto comemorativo na época de Natal. Muitos são originais e realmente tocam. Outros serviram apenas como propaganda. “Uma vez um cliente comprou um com a foto da Gretchen por 500 reais”, conta Sandra.

A galeria é bem vazia, não muito conhecida pelo grande público. Os clientes que lá vão buscam coisas específicas como é o caso de Marcelo Souza, 27, que estava procurando um disco dos Beatles. “Sempre que posso venho aqui. Gosto muito de vinil e aqui é um lugar muito bom pra se achar o que procura e tranquilo pra se procurar com calma”, explica Marcelo.
Mesmo sendo escondida a galeria no centro da cidade de São Paulo não é esquecida. São os amantes da música e do vinil que sustentam lugares como esse e o mercado de discos que vem crescendo no país. Vitrolas voltaram a ser fabricadas e vendidas e se depender de Sandra, Alcides e muitos outros que vivem da música e dos discos, esse mercado só vai crescer ainda mais.

sábado, 16 de outubro de 2010

A Tropa ataca de novo


Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro já é um sucesso com apenas duas semanas em cartaz. Aliás, antes mesmo de estrear, o filme brasileiro mais aguardado do ano já era um sucesso.

Para não acontecer o mesmo que o primeiro filme, quando uma cópia foi roubada e estima-se que mais de 11 milhões de pessoas tenham visto a versão pirata, o diretor José Padilha criou algo inovador no mercado brasileiro, distribuindo ele mesmo as cópias, além de ter um forte sistema de segurança por trás disso.

Bom, o melhor no filme fica por conta da atuação de Wagner Moura. Agora como Coronel Nascimento e Sub Secretário de Inteligência do Rio de Janeiro, dez anos mais velho, o personagem é mais maduro, mais denso, e ao combater o tráfico de drogas, revê o seu papel dentro do sistema.
Na verdade o inimigo são vários: os policiais corruptos, os políticos corruptos e, principalmente, as milícias.
O filme é menos violento e chocante do que o primeiro, mas a trama é mais bem elaborada. Seguindo os passos de Nascimento, o público é levado para dentro do sistema, algo difícil de ser evitado, de fugir, de negar, "foda", nas palavras do próprio Coronel.

Fui ver o Tropa 2 no primeiro final de semana de estreia. Filas enormes, especulações e espera. Foi muito interessante ver a reação do público quando Nascimento bate em um político, por exemplo. São aplausos, gritos, a plateia entra em êxtase. Ele, até certo ponto, faz justiça com as próprias mãos, faz o que muita gente gostaria de fazer e por isso o Capitão/Coronel se tornou um (anti-) heroi tão aclamado pelo público.
Infelizmente, a grande maioria das pessoas que viram o filme param por aí. O filme acaba, a música toca, os créditos sobem. O cinema se esvazia e a reflexão acaba. Acaba?

Tropa 2 foi lançado logo após as eleições. O que nos faz pensar: se fosse lançado antes, o resultado seria diferente? Lá no Rio, para governador, teria ganhado Sérgio Cabral? E aqui em São Paulo, seria o Tiririca eleito com mais de um milhão de votos? Talvez sim, talvez não. Afinal é só um filme, e como um filme, mesmo tendo ideias e críticas tão claras pode mudar um país?

Enfim, é um filme para fazer pensar. Com algumas semelhanças com a realidade, analogias, metáforas, e até uma dose de humor. Mas isso depende, é claro, de quem o está assistindo. O propósito pode não ter sido mudar o sistema (até porque “o sistema é foda parceiro”), mas apenas começar uma transformação na mentalidade de pelo menos algumas pessoas que o vêem.

Deixando críticas e ideologias de lado, Tropa de Elite 2 vale muito a pena. Diálogos interessantes, grandes atuações, novos bordões, uso muito interessante da câmera – que segue os personagens – bom de ser visto e discutido. Abaixo, deixo o trailer oficial. Então vamos deixar de “pombagirisse” e curtir logo o filme, que é o que interessa.




Site oficial do filme: http://www.tropa2.com.br/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ócio Criativo

Estou d férias permanentes.....
Pelo menos neste ano....
Não são férias férias msm, pq eu continuo fazendo alguns cursos livres - italiano, espanhol, canto e teatro - mas ñ tô trabalhando (faz um bom tempo já...)
E sabe o q eu descobri nesses seis meses d "férias"?
Muita coisa! Muita coisa msm!
Sobre mim...sobre as pessoas...sobre o mundo....conheci muita gente...desconheci algumas.....rsrsrsrs
E viva o ócio criativo! \o/

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Moda do Vampiro

E os Vampiros estão na moda....tudo isso por causa da série Crepúsculo.
Mas não vou falar dos vampiros purpurinados por aqui.
Já que hoje é o Dia do Vampiro, decidi postar sobre livros/filmes/série que tratam do tema e que eu gosto.

Vou começar com True Blood.
A história é basicamente essa: foi criada uma bebida artificial chamada true blood que imita o sangue, permitindo que os vampiros coexistissem com os humanos. Mas sempre tem um porém...
É uma das melhores séries hoje em dia (e pra mim só perde pra Dexter, é claro), está na 3ª temporada e pra quem gosta de vampiros e tem estômago forte (por que não?!) eu recomendo!
Primeiro porque trata os Vampiros como eles realmente devem ser retratados. Segundo porque, bom, só vendo pra entender....


















Entrevista com Vampiro de Anne Rice é sem dúvida um dos melhores livros que eu já li. E, para a nossa sorte, foi feita uma ótima adaptação!
Rice conseguiu criar um Vampiro incrível, Louis, que se recusa a beber sangue humano e tem crises de consciência.
Mas, para mim, o melhor mesmo é o Lestat, criador de Louis e, por acaso, é todo o seu contrário.
Ah! Também não podemos ignorar a "filha do casal", Cláudia, transformada por Louis ainda criança.
E pra mim essas são as duas melhores cenas do filme: na primeira Louis se recusa a tomar o sangue de uma mulher e Lestat se enfurece. Na segunda Louis se vinga da morte de Cláudia.

Da mesma autora, Rainha dos Condenados também é um ótimo livro. Pena que a adaptação pro cinema não foi lá aquelas coisas....O filme até que é razoável, o problema é que não tem muita a coisa a ver com o livro. E, além disso, eu prefiro o Lestat do Tom Cruise.
E do filme deixo a minha cena favorita da Vampira Akasha.

E é claro que eu não poderia esquecer de Drácula, do Bram Stoker.
A história todo mundo conhece: Drácula lutava nas Cruzadas, era muito cruel e empalava seus inimigos. Após a sua mulher ter se matado pensando que ele tinha morrino na guerra, Drácula renega a Deus e se transforma em Vampiro.
Escolho aqui a melhor cena da adpatação de 1992 de Coppola:




É isso. Claro que muita coisa ficou de fora mas eu escolhi e esse são os meus favoritos.
E não. Eu não gosto de Vampiros só porque eles estão na moda agora. Sempre gostei e provavelmente sempre vou gostar, pelo simples motivo de eles serem eternos...
Então feliz Dia do Vampiro pra você também!


sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Síndrome do Pós-Qualquer Coisa

O momento é propício (pelo menos pra mim) pra escrever esse post sobre algo que aflinge milhares de pessoas: a Síndrome do Pós-Qualquer Coisa.
Seja essa "qualquer coisa" um show, uma balada, uma festa, um evento, um encontro, ou qualquer outra coisa que se encaixe nessa lista.
Pra você que ainda não entendeu o que é essa tal Síndrome, explicar-vos-ei (??): é aquela coisa que a gente sente no dia seguinte a qualquer coisa que tenha sido boa no dia anterior e passa o dia seguinte lembrando e tentando voltar no tempo pra viver de novo aquela coisa do dia anterior e que não devia ter acabado nunca. Entendeu???
Tá, é bem mais simples do que isso. Mas enfim....se você que me lê (ou não) já sentiu essa Síndrome, saiba que você não é o único!
Então, porque nós, milhares de pessoas que sofrem da Síndrome do Pós-Qualquer Coisa não nos juntamos e tentamos criar uma máquina do tempo hein?!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nascida para cantar: A música na vida de uma vaidosa e organizada cantora.

(Esse texto é uma pequena homenagem para a minha professora de canto Rosely.)

Um dia, parada no farol, dentro do carro. Com cabelos vermelhos, repicados, batom e óculos escuros. “Olha a Rita Lee”, diz uma garota que passava em outro carro. Mas não era a Rita Lee. Era, na verdade, uma outra cantora, um pouco menos conhecida, Rosely Aparecida Neves.
“Cantar é a minha vida!”. Não é famosa, mas já passou por essa fase, “não vou deixar de cantar porque eu não fiquei famosa, porque vou ficar frustrada duas vezes”. Rosely, ou Lily como é chamada pelos amigos, já fez cover da Rita Lee, “quando era jovem me incomodava um pouco, hoje eu curto, acho legal”.
A menina que, como conta a mãe, dançava e cantava em frente à televisão, trabalha hoje, aos 51 anos, também como professora de teclado, algo que faz há 30 anos, e de canto, há apenas três. Aparecida, porque nasceu com um problema de saúde e, como promessa da mãe, foi batizada na igreja de Nossa Senhora Aparecida. “E graças a Deus eu acho que funcionou! Nossa Senhora Aparecida foi boa comigo”.

Rosely sempre gostou de cantar. No entanto, só decidiu seguir a carreira na música já depois de participar de algumas bandas, entre elas a do irmão e de amigos. “Minha carreira foi invertida”, diz, já que começou fazendo shows e depois foi aos bares. A partir de então, foi estudar música. Estudou no Conservatório de Guarulhos oboé e técnica vocal durante quase três anos.
Guarulhos é onde mora há 38 anos. Em um prédio de três andares, mora no térreo, sozinha em um apartamento de dois quartos. “É um lugar bem calmo, não passa ninguém no corredor, nem nas janelas”.
O piano entrou em sua vida por meio de um “desafio” – que mais tarde se revelou falso – de um amigo de seu namorado na época: ele dizia que Rosely poderia cantar na banda, mas não era capaz de tocar um instrumento. Começou então a estudar piano e foi com ele que passou na Ordem dos Músicos. Não fez faculdade de música porque na época só existia faculdade paga.
Começou a dar aulas por meio de um convite feito pela dona da escola onde estudava piano. Isso quando tinha apenas 21 anos. De temperamento forte, por diversas vezes perdia a paciência com seus alunos, algo que hoje não acontece. “A minha relação com a Rosely não é apenas uma relação professor-aluno. É mais que isso. A gente conversa bastante, mesmo não sendo sobre a aula”, diz Maria Cristina de Oliveira, aluna a quase um ano de Rosely. “Ela é meiga e paciente e se interessa pelo desenvolvimento do aluno”, completa.
Desde então nunca mais parou. Quando chegou perto dos 40, percebeu que deveria continuar com esse trabalho, porque “queria casar e ter filhos e não casei nem tive filhos, então meu legado eu vou deixar para os meus alunos, que são como meus filhos”. Para ela “não só a música, mas a arte, faz o contato entre as pessoas”.

A primeira banda em que Rosely cantou, com apenas 15 anos, foi a Axibit Abascumastemus, conjunto do seu irmão mais velho e dono da escola onde hoje trabalha; e, sua primeira música nos palcos foi Sangue Latino, dos Secos e Molhados.
Organizada e metódica, Rosely adora rotina, mesmo odiando acordar cedo, “pra mim tudo tem que ter uma organização, sou uma pessoa muito metódica, disciplinada com as minhas coisas”. Seus esmaltes e perfumes são separados por ordem, assim ela pode usar todos. O mesmo acontece com suas roupas, as quais tem um dia certo para lavar, “tenho roupa pra ficar em casa, pra dar aula e pra cantar”. Essa organização toda se reflete também nas suas aulas, em que anota nos cadernos de cada aluno o que foi ensinado, por exemplo.
“Eu adoro comer só não sou gorda porque eu me controlo”. Controle que vem através da ginástica, que adora praticar, e o faz quase todos os dias, “é uma coisa que eu conquistei e não abro mão de fazer porque me dá muito prazer, é bom pra minha saúde e pra minha vaidade”.
Vaidosa é outro adjetivo que a descreve. Sempre usa a maquiagem combinando com as roupas, batons marcantes, além das bijuterias. Na verdade é loira, com a pele bem branca e, quando pinta seu cabelo de vermelho, fica mais parecida ainda com a Rita Lee.

Dá aulas todos os dias, tanto em escolas quanto particulares, exceto sextas e domingos. Começou a dar aulas de sábado por necessidade, “se pudesse só cantaria, mas não dá”, mesmo assim gosta de dar aulas. Não passa os finais de semana em casa, sai com o namorado, vai visitar os pais ou na casa de amigos.
Eventos, os faz quando surgem. É contratada, há oito anos, da banda Millennium que faz eventos, na maioria casamentos, mas também para festas em empresas, festas de animação, como define Rosely, “com repertório variado, pra dançar e cantar junto”.
Desde 1993 faz shows como backing vocal com o cantor espanhol Manolo Otelo, “mas tem pouco show porque ele não é um artista da mídia”. Seu último trabalho foi em uma gravação de um show em Curitiba, em maio. “Não tem uma foto minha cantando o solo com o Manolo Otelo e é uma coisa que mexe com a vaidade”, reclama Rosely.
Uma voz doce, linda e com muitos anos de experiência. Vaidosa e organizada. Adora o que faz. Essa é Rosely. Alguém que ama a música e nasceu para cantar.

A seguir deixo um vídeo da apresentação dela no Programa do Jô com o Manolo Otelo.

(obs.: Ela é a da esquerda)